Allyson Bezerra se elegeu prefeito de Mossoró dizendo que enfrentaria oligarquias, que não criaria uma nova e que governaria para a cidade. O discurso era de ruptura. A prática foi de substituição.Mal assumiu e o foco deixou de ser Mossoró. Começou ali um projeto de poder sem freio. Conchavos, alianças convenientes, uso intenso da máquina pública e uma obsessão clara: crescer politicamente, custe o que custar.Disse que queria ser prefeito para cuidar da cidade. Mas, reeleito, já anunciou ambição maior: o Governo do Estado. Para isso, vai renunciar ao cargo que jurou priorizar. Se Mossoró era tão importante, por que abandoná-la no meio do caminho?Enquanto o prefeito projeta o próximo degrau do poder, a cidade afunda. Serviços precários, denúncias pipocando, investigações, conflitos com servidores, contratos questionados, obras suspeitas. Mossoró virou cenário. O palco é outro.A contradição fica ainda mais explícita quando Allyson passa a agir como aquilo que dizia combater: cria um núcleo familiar no poder, lança a esposa candidata, tenta controlar tudo ao redor. Não é política pública. É domínio. Não é gestão. É projeto de império.O discurso era mudança. O resultado é concentração de poder. Não há coerência, há ambição. Não há prioridade na cidade, há sede de comando. Allyson Bezerra não governa Mossoró como missão. Governa como trampolim.

















