Um caso que chamou atenção e gerou forte repercussão em Mossoró expôs, de forma clara, o nível de tensão envolvendo o avanço de facções criminosas na cidade.
O vereador Cabo Deyvison foi alvo de disparos de arma de fogo enquanto realizava uma ação para apagar pichações ligadas a uma organização criminosa em um muro de escola pública.
O que aconteceu
O episódio ocorreu no dia 5 de março de 2026, em uma escola localizada no bairro Aeroporto. Na ocasião, o vereador gravava um vídeo enquanto pintava o muro da unidade escolar, cobrindo inscrições atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho.
Durante a ação, dois homens em uma motocicleta passaram pelo local e efetuaram disparos.
Segundo relato do próprio vereador, os tiros teriam sido uma tentativa de intimidação para interromper a pintura e impedir a retirada das marcas da facção.
Qual era o objetivo da ação
A iniciativa tinha um caráter simbólico e prático: remover pichações que indicam domínio territorial de facções criminosas em áreas públicas, especialmente em uma escola — ambiente frequentado por crianças e adolescentes.
O próprio Cabo Deyvison afirmou que a ação fazia parte de um esforço para “defender a periferia” e enfrentar a presença do crime organizado nos bairros.
O que aconteceu depois dos tiros
Após os disparos, o vereador chegou a buscar os suspeitos com apoio de policiais, mas ninguém foi preso.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, principalmente porque o momento foi registrado em vídeo. Além disso, o parlamentar relatou ter recebido ameaças após o ocorrido, reforçando o clima de tensão.
⚠️ O que o caso revela
O episódio evidencia alguns pontos importantes:
* A presença de facções criminosas marcando território em áreas públicas
* O nível de ousadia desses grupos, que agem mesmo durante o dia
* A tentativa de intimidação contra ações que confrontam esse domínio
* A fragilidade da segurança em espaços como escolas
Mais do que um caso isolado, o ocorrido reforça o cenário de disputa silenciosa por território urbano, onde até ações simples — como pintar um muro — podem desencadear reações violentas.
Um cenário de confronto direto
A atitude do Cabo Deyvison também chama atenção por representar um tipo de atuação incomum no meio político local: o enfrentamento direto às facções, indo além do discurso e partindo para ações práticas nas ruas.
O ataque a tiros, nesse contexto, não foi apenas um ato de violência, mas um recado claro: qualquer tentativa de desafiar o controle imposto por grupos criminosos pode gerar resposta imediata.
Enquanto isso, a população de Mossoró segue convivendo com um problema que já não se esconde, ele está estampado nos muros da cidade.


